Na verdade, o título diz muito sobre o filme. Isto porque de facto eles não queriam saber de música, queriam apenas captar sons para fazer as coisas de forma diferente do normal, out of the box. Eram cinco, e cada um tinha a sua maneira particular de o fazer.
Destaco duas cenas onde se percebe o que digo. Numa, Fuyuki Yamakawa, o cabeludo, explica como capta sons do seu corpo: prende um microfone de contacto à cana do nariz e bate violentamente no crânio para fazer algo parecido com percussão. Noutra, Tomoko Shimazaki, a rapariga, toca guitarra no máximo, sem grande noção, o que explica: também, não era preciso saber tocar, a guitarra estava ligada a um amplificador no máximo e o som é sempre igual. Duas cenas, mas poderiam ser muitas mais.
No fim, percebi que tinha visto um filme sobre barulho. E se um dos co-realizadores não teve palavras para explicar o filme, imaginem a minha dificuldade. Imagino agora o que seria ver o filme de olhos fechados... Enfim, uma experiência Indie, da qual destaco o momento fantástico que encerra o filme, com um violoncelo a ser tocado de maneira peculiar.
P.s.: Dois reparos à organização: 1) quando apresentam o filme, façam-no em português e inglês, e não só nesta última. Afinal, estamos em Portugal; 2) a quem escreveu as legendas, pede-se que saiba escrever. "Lembraste" onde devia estar "lembras-te" e "vês" onde devia ser "vez" são erros básicos demais!
Sempre admirei o Liverpool, sempre foi a equipa de que mais gostei em Inglaterra. O meu pai igual. Sempre me impressionou o "You'll Never Walk Alone" e espero não morrer sem viver aquele ambiente por um dia.
Hoje deixo este vídeo a todos os que não são hipócritas e torcem por eles hoje. E porque com este vídeo estou a mostrar o futuro a alguns...
Há notícias que nos deixam tristes, outras que nos deixam mais felizes. Esta, deixou-me fora de mim. Está cumprido meio sonho, agora falta irem a Paredes de Coura, para o completarem! Obrigado Carl e Pete.
No dia 11 de Março fui ao Teatro Maria Matos, para ver um concerto de Owen Pallett. E o que sabia eu do antigo senhor Final Fantasy? Era um violinista, afilhado dos Arcade Fire, grande amigo de Patrick Wolf e semelhante ao grande Andrew Bird. O que não sabia? Tudo o resto.
O que se passou naquela noite foi inesquecível. A começar pela primeira parte do concerto, dos metaleiros a la Nightwish portugueses, os Ava Inferi. Inesquecíveis de tão maus. Tão maus que o público pensava que se tratava de uma piada...
Depois, aparece Owen Pallett e companhia a montar o estaminé, e foi logo brindado com uma grande salva de palmas. Até que começou o concerto. Aí, o silêncio reinou. Silêncio de estupefacção. No final da primeira música, todos percebemos que estávamos na presença de um génio. Viu-se isso na maneira de fazer as músicas. Gravava os ritmos e melodias no momento, e colocava-os em loop. Tudo com um violino (clássico) e pedais de loop e gravação. A certa altura aparece outro músico, o estranhíssimo Thomas Gill, a ajudar com guitarradas leves, vozes, percussão e assobios. E mais não era preciso, porque Pallett consegue transformar o violino em guitarras, baixo, contra-baixos e até alguma percussão. Enfim, fantásticos. Com ovações em pé e dois encores à mistura, destaco a "E is for estranged" e a versão fantástica da "Fantasy" de Mariah Carey.
Para quem não foi, uma palavra: vão ver ao youtube, seus parvos!
Hoje, uma recomendação. Tanto musical como cinematográfica. A música é No Love Lost, dos Joy Division, e as imagens são do filme Control, de Anton Corbijn. Se não viram, vejam. Urgentemente.
Acabado de chegar da Festa das Latas em Coimbra, deixo-vos esta versão de uma música de Fernando Tordo, dos portugueses Linda Martini:
Esta é uma banda que tem feito das melhores coisinhas que se tem visto em Portugal. Cantando sempre em português, são conhecidos por letras curtas e grandes guitarradas. Como, aliás, se pode ver nesta música, onde as guitarras cantam e a voz só aparece no último refrão. E eu tenho o prazer de poder recomendá-los em disco e ao vivo, pois já tive a oportunidade de os ver em ambos os cenários!
Hoje não deixo uma, mas duas recomendações num só post. Ambas grandes músicas, de grandes bandas, bandas de grandes génios da música. E ambas músicas que me trazem muito boas lembranças!
A primeira é esta, saída do génio de Josh Homme:
A segunda, portuguesa, é esta, saída da cabeça do génio Manel Cruz:
He, who must not be named, sugeriu "uma grande malha do The Boss com Tom Morello." Descoberta de um grande Sr. da música, num admirável mundo novo, designado de Youtube.
Não vou recomendar um álbum, nem sequer algo recente. Neste contexto (Asfixia Democrática. Manuela Moura Guedes era inconveniente e portanto foi sanada.) recomendo esta música já velhinha. Dou uma pista: é dos The Beatles, e o link está aqui:
Sim, a minha primeira recomendação vai para estes gajos com pinta de paneleiros. Não, não são os novos Tokio Hotel, nem nada parecido. São sim The Horrors (nome que provavelmente derivará da aparência deles).
A história começa assim: eu ia ao Festival Paredes de Coura, onde estes meninos também foram, e não tive tempo de fazer os trabalhos de casa. Assim, em vez de comprar/sacar o álbum, só tive tempo de ir ver uns vídeos no Youtube. Na verdade, só vi este. E pensei: finalmente estes putos Emo estão a começar a fazer boa música!
Não me enganei. O concerto foi das maiores surpresas que tive... Estes gajos são geniais! Com os olhos fechados, isto lembrava-me uns Joy Division mais electrónicos, ou uns New Order com uma voz grave e forte. Estes gajos são, por isso, os Joy Division/New Order que hoje haveria se o Ian Curtis não tivesse metido um laço ao pescoço. Façam-me um favor: ouçam. São bons, muito bons mesmo, apesar de parecerem uma cambada de paneleirotes emo.