Na verdade, o título diz muito sobre o filme. Isto porque de facto eles não queriam saber de música, queriam apenas captar sons para fazer as coisas de forma diferente do normal, out of the box. Eram cinco, e cada um tinha a sua maneira particular de o fazer.
Destaco duas cenas onde se percebe o que digo. Numa, Fuyuki Yamakawa, o cabeludo, explica como capta sons do seu corpo: prende um microfone de contacto à cana do nariz e bate violentamente no crânio para fazer algo parecido com percussão. Noutra, Tomoko Shimazaki, a rapariga, toca guitarra no máximo, sem grande noção, o que explica: também, não era preciso saber tocar, a guitarra estava ligada a um amplificador no máximo e o som é sempre igual. Duas cenas, mas poderiam ser muitas mais.
No fim, percebi que tinha visto um filme sobre barulho. E se um dos co-realizadores não teve palavras para explicar o filme, imaginem a minha dificuldade. Imagino agora o que seria ver o filme de olhos fechados... Enfim, uma experiência Indie, da qual destaco o momento fantástico que encerra o filme, com um violoncelo a ser tocado de maneira peculiar.
P.s.: Dois reparos à organização: 1) quando apresentam o filme, façam-no em português e inglês, e não só nesta última. Afinal, estamos em Portugal; 2) a quem escreveu as legendas, pede-se que saiba escrever. "Lembraste" onde devia estar "lembras-te" e "vês" onde devia ser "vez" são erros básicos demais!
Hoje, uma recomendação. Tanto musical como cinematográfica. A música é No Love Lost, dos Joy Division, e as imagens são do filme Control, de Anton Corbijn. Se não viram, vejam. Urgentemente.
O Avatar foi aqui recomendado pelo Christian, que diz que este é um "grande filme". Eu confesso que também achei isso, mas foi da primeira vez que vi a Pocahontas. Este é só uma versão melhorada e futurista. Ora leiam lá esta sinopse:
A estreia já foi em Dezembro de 2009 mas só agora tive oportunidade para ir ver. Devo dizer que o filme é interessante, diria que é um bom colírio para a época de exames... Tem acção, suspense, mistério e algum humor bem camuflado e inteligente.
O filme chama-se "The Soloist" e é baseado numa história verídica e como diz o entendido de cinema co-autor deste blog, nada se deve contar sobre o filme pois é "melhor ver um filme sem nada dele se saber". E porque mesmo que o quisesse fazer não poderia. Ainda não vi mas confio plenamente em que mo recomenda, é um dos meus melhores amigos, é entendido nas artes visuais e nunca me desiludiu. Vou ver de certeza.
Watchmen é o filme que venho recomendar. Um filme adaptado de uma BD, mas que nem parece. Muito boa mistura de realidade e ficção, efeitos especiais e violência q.b., até um toque de surrealismo. Personagens complexas, banda-sonora muito boa, uma actriz daquelas que faz suspirar, um enredo completo sem grandes falhas, o filme tinha tudo para ser bom. E é!
Concluindo, quem espera ver aqui um Homem-Aranha ou algo do género, que serve para entreter durante 1:30h, desengane-se. O filme dura mais de 2:30h e é complexo. E eu aconselho, a quem se queira surpreender, que o veja.
Ps.: não vou desvendar nada da história, porque é melhor ver um filme sem que se saiba nada dele.