Maniche no Sporting?

segunda-feira, 31 de maio de 2010 by Luís de Aguiar Fernandes

No meu blog preferido sobre o Sporting, o Bancada de Leão do Pedro Varela, deixei este comentário sobre a suposta contratação de Maniche:


Maniche é bom jogador. Alguém duvida?
Maniche é sportinguista.
Maniche jogou a época toda a bom nível.
Maniche sabe o que é ganhar.
Maniche podia dar espírito vencedor ao clube.
Maniche ia dar tudo por tudo pelo clube.

Quem critica esta contratação são os mesmos que criticaram Derlei? Com Angulo foi diferente, um campeonato novo depois de lesões é difícil. Foi um erro. Mas Maniche não será um novo Angulo. Será um novo Derlei. Raçudo, vencedor. Têm a certeza que não o querem no clube? Eu quero. Como queria que Derlei não tivesse ido embora, e que o Sporting lhe pagasse o que ele queria. Como quero com Maniche. Os bons jogadores são para contratar. Para contratar Petrovic's que nem português falam e só têm problemas pessoais, não quero.

Jogadores jovens nós temos, e bons. Dos melhores do Mundo! Por isso reforcem-se com jogadores experientes, que ensinem aos nossos meninos o que é ser vencedor. E Maniche é isso mesmo. E Maniche não é velho. A idade do BI por vezes não interessa. Vejam Zanetti, ou Cafú, ou Inzaghi, ou Raúl, ou Giggs, ou Scholes, ou Ballack, e a lista podia continuar. Quando se quer vencer, a idade não conta. E eu não duvido que Maniche o queira!

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Ecletismo é isto

domingo, 30 de maio de 2010 by Luís de Aguiar Fernandes


Hoje o Sporting ganhou a primeira competição europeia da história do andebol português. Parabéns a todos jogadores, equipa técnica e adeptos. E sobretudo um grande obrigado a este homem, que defendeu tudo.



P.s.: Não, não desapareci. Mas andar a brincar ao juízes, com fim de aulas e Rock in Rio pelo meio deixam-me bastante ocupado. E amanhã vem o primeiro exame...


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Oh captain, my captain!

terça-feira, 25 de maio de 2010 by Luís de Aguiar Fernandes

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Uma tripla para o Inter de Mourinho

sábado, 22 de maio de 2010 by Luís de Aguiar Fernandes

O Inter de Mourinho ganhou a Champions. Justíssimo. Quem queria espectáculo ficou triste, quem queria bom futebol não.


O jogo começou a ser ganho quando o Inter deu o meio-campo ao Bayern. Parece uma parvoíce, mas não é. Ao deixar o Bayern trocar a bola no meio-campo defensivo do Inter, mas sem nunca os deixar criar perigo, Mourinho conseguiu que a defesa destes subisse, para manter a equipa unida e que os jogadores se enervassem.

Dizem que água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. É mentira. A defesa do Inter foi de pedra (Samuel fortíssimo e Lúcio muito rápido), e o ataque do Bayern não furou. Só Robben ia tentando, mas Zanetti esteve sempre irrepreensível na ajuda a Chivu. Altintop não é Ribéry, Olic não marcou e Muller não existiu, o que também ajudou.

Depois, o contra-ataque. Aí, o 4-4-1-1 (Pandev e Eto'o foram médios) de Mourinho, com Snejder a organizar e Milito a resolver funcionou na perfeição, sobretudo quando tinham à frente uma defesa lenta e subida demais. Parecido ao jogo com o Barça.

Balanço final: Robben o melhor da competição, Milito o melhor da final, Mourinho ganha o terceiro troféu este ano. E um escândalo este Cambiasso e este enorme Zanetti ficarem a ver o Mundial em casa.

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Siameses II

quinta-feira, 20 de maio de 2010 by Luís de Aguiar Fernandes
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Cavaco e o veto

terça-feira, 18 de maio de 2010 by Luís de Aguiar Fernandes

O Presidente da República falou ontem ao país, numa altura de grave crise económica, para anunciar que não vetaria politicamente a lei do casamento homossexual. Eu acho incompreensível. Politicamente falando. Ninguém duvida que se Cavaco vetasse esta lei, ela seria aprovada pelo Parlamento. Isso não está em causa. A lei iria entrar em vigor de qualquer das maneiras.


Cavaco, ao não vetar, desiludiu quem votou nele. A direita. E provavelmente agradou à esquerda. Mas vamos ser pragmáticos: se Cavaco quiser ganhar as próximas presidenciais, vai precisar dos votos da direita. E com apenas dois candidatos assumidos, ambos de esquerda, não terá grandes hipóteses de ir buscar votos a esse lado do espectro político. Por isso, com esta declaração, perdeu votos à direita e não os ganhou à esquerda. Das duas uma: ou não pensou nas repercussões da comunicação no futuro eleitorado/foi mal aconselhado; ou não se vai candidatar. Será?

Há outra hipótese: Cavaco concordava com a lei, o que duvido. E mesmo que concordasse, não devia fazer uma comunicação toda pomposa para anunciar o não-veto. Politicamente incompreensível, Cavaco deu um passo para o lado errado. E agora, se quiser ganhar eleições, terá de recuperar eleitorado que perdeu porque quis.

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Siameses

quinta-feira, 13 de maio de 2010 by Luís de Aguiar Fernandes

O Governo aumenta os impostos e Pedro Passos Coelho pede desculpa por isso numa conferência de imprensa.

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Religiosidades

quarta-feira, 12 de maio de 2010 by Luís de Aguiar Fernandes

Eu sou provavelmente a pior pessoa para falar de religiões. Não sou católico, nem religioso. Sou baptizado e fiz a Primeira Comunhão, como a maioria dos portugueses, mas nem sou crismado. Aliás, a última vez que pus os pés numa igreja (sem contar visitas culturais) já data de mais de dois anos.


No entanto, tenho noção do que a Igreja representa no nosso país. Aliás, apesar de nunca perceber como se pode acreditar cegamente em Deus, sempre percebi a mensagem de fé e os valores transmitidos pela Igreja. E acho que faz bem ao país. E por isso é que não percebo tanta crítica à visita do Papa.

Qual o problema de o símbolo máximo da religião mais professada em Portugal ser recebido desta maneira? Nenhum. Aliás, no estado em que estamos, só pode ser boa esta mensagem de fé e esperança. É por causa dos custos? O Vaticano suporta todos os custos menos a segurança. É por causa da igualdade com outras religiões (tanto se fala do Dalai Lama...)? Obviamente não podemos comparar os dois, porque Portugal não é um país budista. É por o país ser laico? É verdade. E isso quer dizer que não pode proceder a todas as diligências para que uma importante figura a nível mundial seja bem recebida? Não me parece.

Quem não queria ir ver Bento XVI tinha bom remédio: não ia. Aliás, o que eu fiz. E quem queria, ia trabalhar. A quem não apetecesse, não ia. O que me parece estúpido é tanta crítica sem razão de ser. Não gosto de implicar só por implicar, ao contrário de tantos portugueses que fazem dessa implicância crónica desporto nacional.

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Aconteça o que acontecer, o herói do dia: Frederico Gil

domingo, 9 de maio de 2010 by Luís de Aguiar Fernandes

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Paneleirices

sexta-feira, 7 de maio de 2010 by Luís de Aguiar Fernandes

Depois de Guardiola e Eto'o, quando este ainda estava no Barça, agora é a vez de Piqué e Ibrahimovic. É este o segredo do Barcelona?

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Hung Parliament

quinta-feira, 6 de maio de 2010 by Luís de Aguiar Fernandes


When no single party has a majority of seats in the House of Commons it‘s described as ‘hung'. At the 2010 election, a total of 650 MPs will be elected, so if the largest party wins fewer than 325 seats then there will be a hung parliament. Em português, tradução à letra fala de um "Parlamento enforcado". E agora, Cameron?

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Yorda9

quarta-feira, 5 de maio de 2010 by Luís de Aguiar Fernandes

Hoje é o teu dia.

O dia da homenagem ao primeiro capitão estrangeiro do Sporting. Ao jogador que marcou 70 golos com aquela camisola. Ao melhor jogador búlgaro de 1998. Ao campeão de 2000, 18 anos depois. Ao grande jogador que teve de abandonar o futebol graças a uma grave doença. Ao jogador que até como defesa-central jogou, quando o Sporting precisava. Ao jogador que não quer os lucros do jogo, dando-os aos Leões de Portugal. Por isso hoje, tudo o resto são artifícios. Acosta, André Cruz ou Luís Figo são hoje actores secundários naquele grande palco. Eu estarei lá, e muitos outros estarão, sem ordens do tribunal. Porque te queremos retribuir um bocadinho do que deste ao Sporting. Hoje o dia é teu, "orelhas".

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FDL na Playboy

segunda-feira, 3 de maio de 2010 by Luís de Aguiar Fernandes

Entro hoje num quiosque, no metro do Campo Grande, e ao meu lado estão dois agentes de autoridade a salivar para cima de uma revista. Curioso, dou uma espreitadela e qual não é o meu espanto quando vejo a entrada da minha faculdade num dos cantos da revista. Ainda mais curioso, olho, agora descaradamente, para o resto da página. E o que vi? Uma jovem rapariga com o que me pareceu ser uma toga de advogado aberta à frente, e sem nada por baixo.


A revista era a Playboy portuguesa, e eu só imaginei o ataque cardíaco que o Prof. Jorge Miranda teria se algum dia chegasse à Faculdade e visse tal pouca-vergonha. Enfim, foi uma viagem de intenso riso mórbido.

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We Don't Care About Music Anyway...

sábado, 1 de maio de 2010 by Luís de Aguiar Fernandes


Acabo de chegar do Cinema de São Jorge, onde fui ver um documentário sobre música experimental no Japão, integrado no IndieLisboa. O filme chama-se "We Don't Care About Music Anyway...".


Na verdade, o título diz muito sobre o filme. Isto porque de facto eles não queriam saber de música, queriam apenas captar sons para fazer as coisas de forma diferente do normal, out of the box. Eram cinco, e cada um tinha a sua maneira particular de o fazer.

Destaco duas cenas onde se percebe o que digo. Numa, Fuyuki Yamakawa, o cabeludo, explica como capta sons do seu corpo: prende um microfone de contacto à cana do nariz e bate violentamente no crânio para fazer algo parecido com percussão. Noutra, Tomoko Shimazaki, a rapariga, toca guitarra no máximo, sem grande noção, o que explica: também, não era preciso saber tocar, a guitarra estava ligada a um amplificador no máximo e o som é sempre igual. Duas cenas, mas poderiam ser muitas mais.

No fim, percebi que tinha visto um filme sobre barulho. E se um dos co-realizadores não teve palavras para explicar o filme, imaginem a minha dificuldade. Imagino agora o que seria ver o filme de olhos fechados... Enfim, uma experiência Indie, da qual destaco o momento fantástico que encerra o filme, com um violoncelo a ser tocado de maneira peculiar.

P.s.: Dois reparos à organização: 1) quando apresentam o filme, façam-no em português e inglês, e não só nesta última. Afinal, estamos em Portugal; 2) a quem escreveu as legendas, pede-se que saiba escrever. "Lembraste" onde devia estar "lembras-te" e "vês" onde devia ser "vez" são erros básicos demais!

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