O relatório final realizado por um comité parlamentar, entregue no Parlamento Francês, prevê medidas para banir a burqa (túnica que cobre o corpo e o rosto totalmente, com apenas uma pequena rede diante dos olhos) e o niqab (conjunto de três véus que cobre cabeça e rosto, com o terceiro, negro mas transparente, sobre os olhos) dos transportes públicos e dos serviços da administração pública. Nos termos do relatório, faz-se um apelo a que a Assembleia Nacional venha a adoptar “uma disposição que proíba que se dissimule o rosto nos serviços públicos”. No entanto o não cumprimento da norma não prevê uma moldura penal sendo que a única sanção será a recusa de conceder o serviço pretendido.
Será que este facto vai incendiar a maior comunidade estrangeira a residir em França?
Sou contra o casamento homossexual. Não por ser contra as relações homossexuais em si mesmas, mas por causa de efeitos que decorrem do casamento. Sobretudo a adopção.
Depois, há o lado oposto. Aqueles que defendem o casamento homossexual com todas as suas decorrências, inclusivamente a questão da adopção. Respeito, mas refuto.
Finalmente há aquele meio-termo que pesssoalmente acho mais engraçado: aqueles que defendem o casamento homossexual com o argumento da igualdade, mas que não concordam com a adopção por esses casais e esquecem-se da igualdade.
É contra estes segundos que eu me bato, tentando mostrar-lhes as falhas do seu pensamento. E sempre disse: hoje é o casamento, daqui a 3 ou 4 anos querem a adopção.
Hoje, os socialistas franceses vieram dar-me razão. Obrigado!