Amanhã talvez consiga dizer um pouco mais sobre aquele estáminé ali para os lados do Campo Grande. Estou irritado com o Sporting e desculpe lá senhor JEB se eu acho que se passa alguma coisa por aqueles lados. Só espero que como primeiro presidente a trabalhar a tempo inteiro para o Sporting, no Estádio de Alvalade o micro-clima que afecta o relvado não o afecte também a si. F*dasse!
Se há coisa que este blog gosta é das “giga jogas” dos políticos, as cambalhotas de Roseta e agora a roda de Maria José Nogueira Pinto.
Hoje é dia de listas, hoje é dia de Nogueira Pinto. Ora bem, começando pelo princípio devo dizer que esta senhora nasceu para a política em 1992! O que fez? Foi Subsecretária de Estado da Cultura. De que Partido? Do PSD no Governo de Cavaco Silva. Segue-se naturalmente a militância partidária e aqui coloca uma mão no chão para iniciar a roda! Inscreve-se no CDS e avança em 1997, com toda a confiança para a candidatura a líder do partido, mostrando assim a sua entrega e identificação total com o Partido. No entanto não vira as costas ao partido e é candidata do CDS à Autarquia de Lisboa. Em 2007, ano de eleições antecipadas em Lisboa apoia António Costa, candidato pelo PS. (Confuso? Não era suposto ser a opositora de António Costa? Ou o CDS já é CDSocialista??) E aqui coloca a segunda mão no chão iniciando a rotação! Pois bem, finalmente, ainda não é oficial mas está em lugar elegível nas listas de deputados para a Assembleia da República pelo círculo de Lisboa pelo P….wait for it, wait for it…SD, pois é pelo PSD (o regresso às origens?). E aqui completou a rotação e apresenta-se ao júri sorridente. Quase que diria que fez um triatlo: anda a nadar no PSD, passeia de bicicleta pelo CDS e passa a correr pelo PS. Como disse anteriormente nada tem de mal a mudança mas é preciso manter a coerência quando se está metido até ao pescoço num partido, depois se apoia um candidato de esquerda e agora nem um nem outro!
Assim se assiste ao desfilar dos atletas neste triste circo! Que seguramente não será o último.
Em relação às questões colocadas, como foi por ti anunciado, temos sempre uma opinião, este tema não será excepção.
R.: Na minha opinião, António Costa fez o que se propôs fazer em 2007 com uma entrada atabalhoada para a Câmara e é importante que o tenha feito, é importante que se cumpra o programa, é importante que se “arrume a casa” como era slogan na altura. Por exemplo o equilíbrio das contas, muitíssimo importante, mais ainda com as novas regras para o endividamento local. E ao contrário do que o candidato da tua direita diz, a dívida nunca é boa, mesmo quando esta seja contraída “por boas razões”, “razões de Estado”, assim o disse na Grande Entrevista.
Tenho sérias dúvidas que Helena Roseta não conseguisse entrar (arranjar o tacho) para a Câmara, eleita pelo Movimento CPL, como cidadã independente candidata (não coligada com PS), poderia não ter lugar cimeiro na lista mas estaria na Câmara a lutar por aquilo que afirma serem os ideais do Movimento CPL: a crescente e necessária transparência na Câmara de Lisboa e a aproximação do centro decisório Administrativo e Político do povo lisboeta. Resta saber como será quando tiver (se a coligação de esquerda ganhar as eleições, obviamente) o poder nas suas mãos. Fica a pergunta, será o Movimento CPL um movimento/partido de oposição? Ou pelo contrário um movimento/partido de governo? Aguardemos…
R.: Remeto a resposta para este link: http://www.cidadaosporlisboa.org/index.htm?no=601500. A decisão de coligação não parte da cidadã Helena Roseta, é negociada pelo Movimento CPL e é no link acima que se consubstancia! Esta foi/é a decisão do “Movimento” e não a decisão de Helena Roseta por si só.
No meu anterior post, disse que era o bonitão da direita. É verdade. E sou também o bonitão de direita, aqui no blog, pelo que o meu parceiro me vai bater quando ler este post. Mas eu corro esse risco. Tinha dois assuntos para falar: o Sporting, e a trapalhada do PS para a Câmara de Lisboa. Se o meu parceiro falou do primeiro, vou falar do segundo, porque é um tema que me intriga.
Helena Roseta é uma verdadeira Globetrotter da política: já foi militante do PSD (e até vereadora desta Câmara nesta condição), depois decidiu virar as costas ao partido e filiar-se no PS, abandonou o PS (porque foi preterida em favor de António Costa como candidato a presidente da Câmara) e criou um movimento de cidadãos. Ok, até aqui tudo bem. Ou não, mas são águas passadas.
Ora, o engraçado é que a dita senhora se decidiu agora a concorrer nas listas de António Costa (sim, aquele com quem se tinha zangado)! Não bastava o outro ser fazê-lo, aquele a quem não vou mencionar o nome devido a assuntos referentes a terrenos do Sporting, esse ainda se percebe. Mas agora são dois.
Isto levanta-me duas questões: 1. António Costa fez um trabalho assim tão bom, ou a senhora está a precisar de tacho? 2. E o seu "Movimento"? Acha que se sente feliz por ser de certa maneira partidarizado, ou acha que se sente traído, pelo facto de esta senhora se ter fartado dele e ter voltado à base?
Quem me conseguir responder que o faça, porque esta trapalhada dá-me a volta à cabeça, apesar de não votar em Lisboa. E quem ganha, meus amigos, é apenas Pedro Santana Lopes.