Sim, Dunga foi parvo no que disse. Mas a verdade é que não deixa de ter razão.
Sabem como se evita isto? Fazemos uma selecção só com portugueses! Que tal? Não são bons, perdem jogos. Fácil.
P.s.: O Liedson é um dos meus jogadores preferidos, mas não é isso que me vai fazer mudar de ideias... Desculpa, Li-Li.
"Sentado neste assento doutoral
Descobri o ideal democrático
Pois aqui cheira igualmente mal
A merda do ignorante e do catedrático"
by Anónimo, in FDL

Hoje fui ver Muse. A tão proclamada melhor banda do Mundo ao vivo, Muse.
Ora, a verdade é que eu nem gosto muito deles. Têm umas músicas engraçaditas... Mas ofereceram-me o bilhete, e eu não disse que não. Curioso, mas não muito ansioso, lá fui a um Pavilhão Atlântico esgotadíssimo.
A abrir, Biffy Clyro (já os conhecia de Paredes de Coura em 2008)em grande forma.
De seguida, o maior espectáculo de luzes e imagens que já vi. Brilhante.
De facto, os Muse apareceram num cenário fantástico e explosivo, e com muitas luzes à mistura o espéctaculo começou em grande. E não foi só fogo de vista: estes gajos são mesmo bons! Um baterista e um baixista muito competentes, um teclista escondido a dar o mote, e um vocalista/guitarrista com uma voz esquisita e que sabe usar uma guitarra eléctrica. As músicas mais fracas ficaram melhores, mas as melhores não conseguiram atingir o auge. Uma excepção: Time is running out tornou-se ainda melhor ao vivo.
Posto tudo, apenas referir que faltou apenas fogo de artifício no fim (fumos não têm o mesmo efeito) e a Invincible. Melhor banda do Mundo ao vivo? Não me parece. Mas ainda assim muito muito bons!

Derby sem sal. Adeptos do Sporting mereciam mais.
P.s.: De referir a insistência de JJ em falar do Sporting... Só mostra o que realmente é. Para perceberem vejam este vídeo, onde Carlos Carvalhal também entra:
Passo a explicar, a Lei Portuguesa diz-nos, no artigo 1601º b) do Código Civil que "a demência notória, mesmo durante intervalos lúcidos, e a interdição ou inabilitação por anomalia psíquica, são impedimentos dirimentes absolutos, obstando ao casamento da pessoa a quem respeitam" quer isto dizer que o casamento celebrado entre pessoas desta “condição” é anulável nos termos definidos no mesmo código.
Diz-nos ainda alguma doutrina:" Pretende-se evitar que as taras do demente se transmitam para os filhos e defender sob este aspecto a própria sociedade (razões de ordem eugénica); por outro lado (razão de ordem social), quer a lei evitar que se constituam famílias que não sejam, no corpo social, células sãs e úteis, como decerto não o seriam as famílias em que algum dos cônjuges fosse portador de anomalia psíquica".
Feito o enquadramento geral pode dizer-se que aqui está em causa o princípio da igualdade, consagrado constitucionalmente. Mas esperem 2007 não foi o Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos? Sim, foi… Não tinha como objectivo balizar as leis desiguais? Sim, tinha… Esqueceram-se desta.
Agora vejam-se as seguintes situações:
1 – Alemanha 1939 – 1945
Regime Nacional-Socialista – Hitler e o seu Staff (chamemos-lhe assim porque é mais chique e dá um ar mais humano às pessoas e menos bárbaras aos actos) tiram os recém-nascidos deficientes às mães e utilizam-nos em experiências médicas, com que objectivo? Aperfeiçoamento da raça (Eugenia), pois seriam células mortas no Reich (razões sociais).
2 – Portugal 2009
Regime democrático, União Europeia – Sucessivos Governos deixam passar estas normas, não levantando qualquer entrave, o Tribunal Constitucional é cego como a Justiça. Como se disse em cima com que razões? Eugénicas e Sociais. Os defensores da Igualdade e da tutela das minorias ainda não viram esta norma.
Bom, mas podem ser só coincidências ou teorias da conspiração.
E porque também aqui se falou de coerência veja-se a incoerência do ordenamento jurídico português: o legislador diz que o objectivo do casamento não é a procriação (este argumento até tem sido invocado para a defesa do casamento homossexual) no entanto não permite que dois deficientes se casem pois têm maior probabilidade de transmitir as taras aos filhos, mais, permite ainda que se anulem casamentos com fundamento no erro do nubente que se funde em impotência ou na esterilidade. Poupem-me.
O próximo passo é arranjar pareceres de grandes doutores de Direito a sustentar a mudança, outros tantos a pedir referendos, outros a escrever sobre isto e por último um programa de TV dedicado a isto.
Sou contra o casamento homossexual. Não por ser contra as relações homossexuais em si mesmas, mas por causa de efeitos que decorrem do casamento. Sobretudo a adopção.
Depois, há o lado oposto. Aqueles que defendem o casamento homossexual com todas as suas decorrências, inclusivamente a questão da adopção. Respeito, mas refuto.
Finalmente há aquele meio-termo que pesssoalmente acho mais engraçado: aqueles que defendem o casamento homossexual com o argumento da igualdade, mas que não concordam com a adopção por esses casais e esquecem-se da igualdade.
É contra estes segundos que eu me bato, tentando mostrar-lhes as falhas do seu pensamento. E sempre disse: hoje é o casamento, daqui a 3 ou 4 anos querem a adopção.
Hoje, os socialistas franceses vieram dar-me razão. Obrigado!

Devagar, devagarinho, e à boa moda portuguesa, fomos dos últimos a chegar. Mas já la estamos!
Ps.: O senhor com a cabeça em forma de continente é o Edinho? É que se for, é a primeira vez que o vejo a olhar para uma bola.
Ps.2: Há menos de um ano atrás, numa aula de Economia Internacional do 2º ano na FDL, uma amiga disse que a África do Sul era na América. Vamos lá ver se o chefe Madaíl não se engana também no caminho...
Razões de peso para votar PS.
No blog de outro almeidense, descobri essa pérola. Mas nem isso me faria votar PS...